eu sou o olho que observa o escuro, perdido e tremulo
procurando a luz.
sou duas mãos tateando o espaço, palpando o vácuo do
inexistir.
eu sinto o tempo repuxar-me os calos...
a roda viva me esmagou os dedos...
não seguro mais a pena, apenas sinto.
(Hudson Filho - 29/02/16)
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