Poemas de Hudson Filho.
20 anos,brasileiro, paraense.
domingo, 4 de setembro de 2016
Saudade, pequena
Dessa tua pele avermelhada de vergonha e sol
Vontade, morena
De me perder amarrotado nesse preto e dourado que me deixaram sem jeito.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Nos dias todos, dos agitados aos ociosos, galguei me transformar num halterofilista de desinteresse. Exercitando- o, hipertrofiando algo que nunca quis ter. Os exercícios vão desde não curtir teus posts e entrar diariamente na tua pagina do facebook ao dificil não te ligar desesperado em certas madrugadas aonde o silencio se propaga solitário.
quinta-feira, 10 de março de 2016
CIRCO Nº 1
O idiota engoliu o circo
Deu piruetas
Contou piada
Cantou a moça de preto
E se contorceu até desaparecer
Num passe de mágica
(Hudson Filho 25/09/15)
Cronica numero 4
Tentei a sorte:
Apostei tudo em um caça niqueis que me levou tudo enquanto e
piscava feito uma puta e sorria como arvore de natal
Tentei a sorte outra vez:
Apostei tudo em um galo que sangrou por três. De penas não
dependo, já tenho as minhas.
Tentei a sorte a terceira vez:
Hipotequei-me e apostei com a morte.
A vida é um jogo de azar.
(Hudson Filho 06/09/15)
D'aguaospés
Eu vi um rio em ti
Não sei aonde ele nasce
Aonde brota o olho dagua
Que desagua um mim
E escorre no agua pé.
(Hudson Filho - 01/02/16)
INTO THE VOID
eu sou o olho que observa o escuro, perdido e tremulo
procurando a luz.
sou duas mãos tateando o espaço, palpando o vácuo do
inexistir.
eu sinto o tempo repuxar-me os calos...
a roda viva me esmagou os dedos...
não seguro mais a pena, apenas sinto.
(Hudson Filho - 29/02/16)
quinta-feira, 9 de abril de 2015
tu eras radiante, tanto quanto uma estrela pode ser...eu te olhava como um astrônomo sem telescópio olha o céu...
mas ninguém consegue olhar o sol por muito tempo...
e mesmo que se desvie o olhar
sempre fica na retina aquela mancha que persegue a vista aonde vá...